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Rumo à evolução: Governo Eletrônico x Governo Digital

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As distinções entre Governo Eletrônico e Governo Digital têm gerado debates significativos. Enquanto o Governo Eletrônico destaca a informatização de processos e a oferta de serviços online, o Governo Digital vai além, ao integrar tecnologias para transformar a relação entre o governo e os cidadãos.

 

Este artigo explora as nuances desses conceitos, analisando como cada abordagem molda a prestação de serviços, a participação cidadã e a eficiência governamental, proporcionando uma visão abrangente da evolução digital no setor público.

Histórico e Contexto

O termo “Governo Eletrônico” surgiu nos anos 90, marcando um período em que os governos ao redor do mundo começaram a perceber o potencial da internet e das tecnologias de informação para melhorar a eficiência dos processos administrativos.

A ideia central do Governo Eletrônico estava em digitalizar para aumentar a produtividade. Isso se traduziu principalmente na transformação de processos e formulários anteriormente manuais, agora feitos em formatos eletrônicos. Logo, esse processo centrava-se em incorporar os novos computadores e ferramentas, nas rotinas do setor público. 

Entre os principais benefícios do Governo Eletrônico, podemos citar:

  • Redução significativa do uso de papel
  • Aceleração da tramitação de documentos
  • Economia substancial de recursos

A Ascensão do Governo Digital: Era dos Smartphones e da Nuvem

Enquanto o Governo Eletrônico estava centrado em processos, o Governo Digital adotou uma abordagem mais holística, centrada no cidadão. Com o advento dos smartphones e das tecnologias de nuvem no início dos anos 2000, o potencial para interações governamentais se expandiu.

No cenário contemporâneo, a ascensão do Governo Digital transcende a simples digitalização de procedimentos burocráticos. Sua essência reside em planejar e reestruturar a forma como as engrenagens do governo se movem, interagem e, principalmente, servem aos seus cidadãos.

A ideia é utilizar a tecnologia para melhorar a eficiência, acessibilidade e qualidade dos serviços públicos, tornando o governo mais transparente, responsivo e orientado para as necessidades da população.

Essa transição, embora repleta de oportunidades, não veio sem desafios. A digitalização de serviços exigiu investimentos maciços em infraestrutura, capacitação de pessoal e políticas robustas de segurança cibernética. 

Além disso, ainda é um desafio garantir a inclusão digital e assegurar que todos os cidadãos, independentemente de sua localização ou background socioeconômico, tenham acesso aos serviços digitais.

10 pontos na evolução do Governo Eletrônico para o Digital

Conheça os 10 pontos que permeiam a evolução do Governo entre o Eletrônico e o Digital, delineando a evolução em benefício do cidadão.

1. Fragmentação vs. Unificação

No Governo Eletrônico, cada órgão detém seu portal individualizado, tornando o acesso à informação um labirinto para os cidadãos. Em contraste, o Governo Digital surge como uma plataforma integrada, centrada no cidadão, unificando múltiplos órgãos e simplificando a busca e acesso à informação. Exemplo: Antes, era necessário acessar diferentes sites do Governo, um para cada órgão ou instituição. Agora, com um único portal, os cidadãos podem realizar serviços de forma integrada, mesmo que sejam entre secretarias diferentes.

2. Foco

O Governo Eletrônico foca inicialmente na digitalização de processos já existentes. Exemplo, ao invés de realizar pagamentos de impostos em formulários físicos, agora fazê-lo em plataformas online. Já o Governo Digital transcende essa ótica, priorizando a melhoria da experiência do usuário, garantindo a simplificação e integração no acesso a serviços públicos.

3. Tecnologia

O Governo Eletrônico baseia-se majoritariamente em servidores e bancos de dados tradicionais. Já o Governo Digital, com sua visão futurista, adota tecnologias de vanguarda, como Inteligência Artificial para chatbots, otimizando a interação com os cidadãos e garantindo uma efetiva interoperabilidade de dados.

4. Transparência

Em relação à transparência, enquanto o Governo Eletrônico disponibiliza relatórios de prestação de contas no portal online, em um Governo Digital o entendimento dos mesmos dados é facilitado. Uma possibilidade é apresentar dashboards interativos e atualizações em tempo real, elevando o grau de acessibilidade ao público.

5. Participação Cidadã

No modelo Eletrônico, o engajamento é promovido por fóruns online e pesquisas de opinião. Já no Digital, o engajamento do cidadão é ainda maior, por meio das redes sociais e aplicativos são incorporados, permitindo votações e feedbacks instantâneos.

6. Escopo

Quanto ao escopo, o Governo Eletrônico tende-se a focar em departamentos isolados, como finanças ou saúde. O Governo Digital, com sua visão integrada, almeja a transformação em conjunto da administração pública.

7. Velocidade de implementação

A velocidade de implementação diverge substancialmente entre os dois modelos. Projetos de Governo Eletrônico caracterizam-se por sua longa duração e implementações faseadas. Em contraposição, o Governo Digital busca adotar métodos ágeis, possibilitando implementações mais rápidas e adaptáveis.

8. Integração de Serviços

A integração de serviços no Governo Eletrônico é a priori segmentada, com serviços operando em silos. O Governo Digital, por sua vez, visa promover a conexão entre serviços através de APIs e integrações, alavancando um ecossistema unificado.

9. Acessibilidade

No que tange à acessibilidade, no conceito de Governo Eletrônico, os portais priorizam a geralmente a otimização para desktop. No Governo Digital, atento às mudanças de comportamento do usuário, prioriza-se um design responsivo, garantindo a adaptabilidade a diversas plataformas, principalmente dispositivos móveis.

10. Personalização

A personalização se destaca no Governo Digital. Enquanto no modelo Eletrônico adota-se padrões uniformes para todos os usuários, o Digital avança rumo à oferta de serviços customizados, baseando-se no histórico e preferências individuais.

Em síntese, a transição do Governo Eletrônico para o Governo Digital simboliza não apenas uma mudança terminológica, mas um avanço qualitativo na forma como a administração pública responde às demandas cidadãs, otimizando processos, aprimorando serviços e consolidando a democracia digital.

Parcerias público-privadas impulsionam governo na era digital

Diante dos desafios e oportunidades proporcionados pela tecnologia, tornou-se essencial que o setor público busque apoio e sinergia no setor privado. A parceria público-privada (PPP) desempenha um papel inestimável nesta jornada, unindo a expertise técnica e a agilidade do setor privado à visão estratégica e à amplitude do setor público.

Uma PPP efetiva garante o auxílio e a aceleração para que os serviços governamentais se tornem mais eficientes, transparentes e centrados no cidadão. 

As empresas privadas trazem consigo especialistas técnicos, experiência em diferentes contextos e capacidade de rápida adoção de soluções inovadoras. 

Por outro lado, a administração pública proporciona escala, alcance e a capacidade de efetuar mudanças significativas na vida dos cidadãos. 

A Valid, através de parcerias público privadas, desenvolve soluções para a rápida implementação do Governo Digital nos Estados Brasileiros.

O Governo Eletrônico marca o início da incorporação tecnológica na administração pública. Ele pavimenta o caminho para a digitalização de serviços e processos, enquanto oferece avanços para os cidadãos e funcionários do governo. No entanto, é apenas o começo.

O Governo Digital almeja levar essa transformação um passo adiante, com foco na eficiência, na transparência e na participação cidadã. Com tecnologias emergentes e uma abordagem mais integrada, o Governo Digital tem o potencial de redefinir completamente nossa interação com os serviços públicos.

Confira como a Valid pode ser um parceiro estratégico na implementação de soluções de Governo Digital na sua gestão.

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